Apresentação - Revista Ipê - Franzé Matos

No tempo histórico do presente, em que a análise das conjunturas vigentes perpassa a apreciação de um mundo globalizado, da velocidade das informações, da crise das antigas estruturas – antes pórticos inabaláveis – e de uma efemeridade que se abate sobre a sensível solidez da relação com o outro, emerge, nas apreciações mais demoradas da nossa sociedade, um “diverso”; novos universos de ressignificações, que almejam ser escutados e debatidos, pois a era do novo, de novo, é começada.

Consequentemente, a sociedade do agora precisa e almeja (clamando sempre pelo novo), no fundo de seu desejo mais íntimo, à erupção do divergente; que trate de questionar o manual de “feitura” de tudo que sempre foi verdade, mas que traga um diferencial, para que a extrusão do novo não evanesça em ruídos longínquos de uma mente que já o esqueceu, pelo simples aparecer do eterno novo que acabou de chegar.

Portanto, o abrir as portas de um local, de fato, democrático, que privilegie a publicação dos sem – ou com pouco – espaço e suas idiossincráticas apreciações das nuances não apreciadas, das revisitações mais demoradas do já debatido e na busca por uma compreensão mais sensível – aquela admiração com o cotidiano que há tanto se perdeu – do que nos envolta, é que se funda a preocupação mais urgente do novo periódico que irrompe; Revista Ipê.

Franzé Matos

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